domingo, 9 de dezembro de 2007

“Metamorfose ambulante”

Depois de afirmar, alto e bom som, que só os sonegadores e o DEM eram contra a aprovação da prorrogação da CPMF, o presidente Lula surpreendeu a todos que participavam da cerimônia de lançamento do PAC da Saúde na última semana. No seu estilo tradicional de efetuar discursos de improviso, afirmou que não tinha vergonha de dizer que quando do governo Fernando H. Cardoso ele era contrário a prorrogação do CPMF. E foi além dizendo que não se incomoda de ser chamado de “metamorfose ambulante” por ter mudado de opinião. Referiu-se a uma música de Raul Seixas, que trata do tema.

Como diria um amigo meu de infância, toda vez que tomava uma “botinada” no jogo de futebol: “essa doeu”.

Quando o próprio presidente da República assume “não ser um patriota”, pois não vota no que é melhor para o país mas sim o que é melhor para os seus companheiros e seu partido, o que podemos esperar da classe política. Vereadores, deputados e senadores que elegemos passam a ser todos, com algumas exceções, “metamorfoses ambulantes?”. Qual a agenda do dia? O que quer o nosso partido? Não importa que tal posicionamento não seja o melhor para o país? Ora, o que vale mesmo, no fim do dia, é estar surfando na crista da onda.

Pobre Brasil que , infelizmente, precisa do Congresso para fazer o país andar. Pior ainda quando o presidente, que veio do povão e é o líder inconteste desse mesmo povão, auto-intitula-se de “metamorfose ambulante” com uma honestidade de deixar-nos atônitos.Que respeito a classe média e aqueles mais favorecidos (e que entendem um pouco melhor do que acontece ao redor do poder) podem ter por seu presidente quando não sabemos com quem estamos realmente lidando?. Amanhã não poderemos ser surpreendidos com uma outra “metamorfose ambulante” defendendo um 3º mandato, o que tem sido negado até aqui? Qual a garantia que podemos ter - se as coisas ficarem mais difíceis nos próximos meses e anos - de que o Presidente não voltará às suas origens, fazendo renascer a cartilha do PT ?

Quero crer, honestamente, que essa declaração não tenha passado de um equívoco verbal e foi mais uma das frases mal colocadas pelo presidente Lula. O que precisamos hoje é de paz e de um regime democrático cada vez mais fortalecido para podermos almejar um futuro melhor para nossos filhos e netos. O Brasil é um país abençoado, que tem sol, água e terra o que lhe permite vislumbrar um futuro mais promissor e menos desanimador para seu povo. É preciso, pois, que os políticos também entendam essa realidade, auxiliem no processo de desenvolvimento e que nosso presidente, seja ele qual for, nos faça sentir orgulho de ser brasileiro e não nos incline em que transformemo-nos também em “metamorfoses ambulantes”.

Presidente Lula, faça algo tão logo quanto possível para livrar-nos desse mal estar atual, que é de sermos liderados por uma “metamorfose ambulante”.


Essa doeu, demais!

Objetivos deste nosso Blog

Prezados/as visitantes
Gostaria de esclarecer para todos/todas que prestigiam este blog, que nosso objetivo não é ser dono da verdade. Temos nossa opinião, que manifestamos de acordo com nosso consciência (este é o único padrão que nos rege). Isto não quer dizer que nossa opinião é melhor ou pior do que de ninguém. O que pretendemos é colocar claramente como vemos as coisas acontecendo aqui e no mundo e dar espaço para o visitante concordar ou discordar. Solicitamos, entretanto, que sejam discutidos o conteúdo dos artigos, comentários ou notas e não a pessoa ( que sou eu) que escreve tais comentários. Da mesma forma em qualquer eventual crítica será levada em conta o conteúdo recebido e não faz difereça quem escreveu .... todos somos iguais nesse processo. ninguém é melhor do que ninguém.
Queremos prosseguir no nosso trabalho conquistando a simpatia dos que nos lêem pelo conteúdo dos comentários e não pelo fato de ser jornalista formado ou ex-presidente do Citibank. Esta é uma nova etapa da nossa vida, e pretendemos continuar prestando serviços a todos aqueles que nos acompanham.
Grato
Alcides Amaral

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Os bancos e a internet

Só quando me aposentei do Citibank em junho de 2001 fui aprender a lidar, de fato, com a internet. Até aí tinha uma secretária que fazia tudo. Atordoado de ter que ir quase todos os dias aos bancos e enfrentar fila, entrei para a época moderna e, depois de algum tempo, fiquei maravilhado. Aprendi a lidar com a máquina , não preciso sair mais da minha poltrona para efetuar pagamentos, transferências, etc. Tudo era muito prático, fácil e ágil.
De uns tempos para cá, a título de segurança ( e os bancos devem ter rezão para isso ),o processo foi-se complicando, novos códigos de segurança foram sendo criados, cada banco querendo ser mais criativo do que o outro. Tenho tabelinhas numéricas, aguardo meu código via celular, ganhei um chaverinho com mais dois códidos e agora, também, para desbloquear cartão de crédito precisamos de mais um código. A verdade é que trabalhando com apenas dois bancos tenho uns 8 códigos e minha vida está ficando um "nightmare". Para fazer uma transação preciso de 4 códigos diferente e, a qualquer êrro (o que é humano) volta tudo para a estaca zero.Enfim, minha vida com a internet junto aos bancos está ficando extremamente mais difícil a cada dia que passa e meu nível de ansiedade não pára de subir.
Entendo que segurança é preciso, mas é importante que os gênios do "IT" se lembrem que tem alguém do outro ládo da máquina que não pode perder 15 minutos para cada transação.Vamos criar alternativas seguras, mas simples, para o usuário pois , do jeito que vai, daqui a pouco irão faltar números e letras no abecedário para abrigar tantos códigos diferentes.Sei que não sou a única vítima do sistema(já ouvi muita reclamação de amigos)mas estou no meu limite.
Meus ex-colegas banqueiros, help please !
Obrigado, mesmo !

Bush e a "bolha" americana

Aqueles visitantes que tiveram oportunidade de ler o artigo abaixo (As lições da bolha americana) já sabem minha opínião à respeito do que está acontecendo nos Estados Unidos. E sabem , também, quão responsável é o FED em deixar que essa "bolha" fosse criada sem nada fazer. Pois, o FED como Banco Central que é, tem também a responsabilidade de fiscalizar os bancos. Vaí daí, já diziamos naquele artigo que o governo americano é tão responsável quanto banqueiros e/ou bancários que só visavam bonus polpudos no fim do ano por crescerem suas carteiras de crédito e gerar grandes lucros, de curto prazo.

Pois bem, a medida anunciada ontem na TV pelo presidente Bush vem confirmar nossas afirmações. O governo americano não só ajudará (como já vem ajudando os bancos americanos - pelo menos, os grandes ) como também mais de 1,2 milhões de proprietários de imóveis no mercado chamado de "sub-prime" (alto risco). Bush informou à população americana que congelará por 5 anos as taxas de juros dessas hipotecas, desde que o tomador de crédito venha pagando corretamente seus débitos. A medida foi tomada agora pois no começo do próximo ano os juros deveriam ser reajustados e, assim, milhares de proprietários não teriam condições de cumprir com suas obrigações.O Presidente americano disse textualmente ; " Não há solução perfeita, mas os proprietários de casas merecem nossa ajuda. E os passos que apresentei hoje (ontem) são uma resposta sensata a um sério desafio". Portanto , um "méa culpa" mais do que merecido.

Com isso , aqueles que possuem contas em bancos americanos aqui no Brasil, podem ficar tranquilos, pois o "problema" é do FED. Os bancos, seus acionistas e mais prá frente seus funcionários (certamente teremos demissões, especiamente nos Estados Unidos) pagarão parte do prejuizo.E os bancos continuarão tocando suas vidas.

Eis, pois, mais um capítulo da novela "bolha americana" que continuará pelas próximas semanas e meses.O governo americano (incluindo-se aí o FED) nunca foi "tão flexível" e continuará sendo. As taxas de juros americanas cairão na próxima semana e continuaremos a receber mais dólares do que precisamos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Renan é inocente

Por 48 votos contra 29 o Senado absolveu, ontem, em plenário o senador Renan Calheiros. Para que tal acontecesse, o senador leu, sorridente, seu pedido de renuncia à presidência do Senado. Pronto, estava selado o acordo, e porque renunciou passou a ser inocente. Interessantes os critérios utilizados pelo Congresso Nacional. O balcão de negócios funciona em todas as esferas, e todos permanecem felizes. Só o povo, que acreditava que o Congresso estaria lá em Brasília para defender seus interesses , é que fica mais decepcionado a cada dia que passa. Pobre Brasil que tem uma lei para os "poderosos" e outros para os cidadãos comuns. E dizem que isso é democracia....

domingo, 2 de dezembro de 2007

As lições da “bolha americana”

O que está acontecendo hoje nos Estados Unidos e espalhando-se por outros países europeus (Inglaterra, Suíça, Alemanha. etc) é simplesmente inacreditável para alguém, como eu, que trabalhou numa grande corporação financeira americana e conhece os padrões de crédito e controle existentes. Tínhamos limite de risco de crédito por cliente, limites por setores da economia aqui no país, na América Latina e no mundo todo. Cheguei a negar crédito para um dos maiores grupos siderúrgicos do país pois, o limite de crédito para o setor siderúrgico na América Latina, estava tomado. Difícil explicar para o cliente mas fácil de entender para nós que seguíamos rigorosamente a disciplina da organização. Além disso as inspeções de crédito anuais avaliavam não só a situação da carteira de crédito da organização como também se os procedimentos estavam sendo seguidos adequadamente. Sem contar, ainda, com as fiscalizações periódicas do Banco Central que, infelizmente, hoje é mais conhecido como “Copom”.

Portanto, com esse tipo de cultura, não conseguimos entender como e porque estamos vivendo uma “crise de crédito” internacional das mais importantes da história. O que se viu (e ainda se verá) no mercado imobiliário americano foi a quebra ou inobservância de todos os padrões existentes para fazer com que as organizações crescessem seus ativos e gerassem mais lucros (para os acionistas) e bônus para os executivos. Além da irresponsabilidade de quem permitiu que tal acontecesse, onde estavam as auditorias internas e externas e a própria autoridade americana (o FED), que também faz visitas periódicas aos bancos para avaliar como vão as coisas. É inacreditável que todo esse pessoal, teoricamente bem preparado, não tivesse percebido que uma “bolha imobiliária” estava sendo formada e que um dia, certamente, estouraria. È o abandono total dos valores antes existentes em favor da euforia de ganhar dinheiro fácil (muita gente levou bônus polpudos para construir essa verdadeira calamidade). Sim, calamidades também podem ser construídas, e essa da “bolha imobiliária” é uma delas.

O pior de tudo é que o problema que está atingindo gigantes do sistema bancário internacional está longe do fim. A inadimplência arrasta-se para outros setores o que faz com que os bancos busquem empréstimos e capital no mercado para que possam absorver mais prejuízos no futuro próximo. E quando o FED vem a público (como fez Bernanke no fim da última semana) informando que o Banco Central Americano continuará a ser “excepcionalmente alerta e flexível” , ele não faz mais do que sua obrigação. O mercado gostou do que ouviu, reagiu bem. Entretanto, para quem viveu sua vida dentro de um desses grandes bancos internacionais e já conviveu com outras crises no passado, essa manifestação da autoridade americana não é novidade alguma. O FED não pode deixar que um desses grandes bancos torne-se inadimplente, pois o efeito “cascata” seria irreversível. O FED já está atento desde o começo da crise, e como faz parte dela (falhou grosseiramente na supervisão) tem a obrigação de ajudar a resolvê-la com mais dinheiro ou redução na taxa de juros. Uma quebra no sistema americano levaria o sistema financeiro global de roldão.

Que lições podemos tirar de tudo isso no Brasil. Felizmente a situação aqui é diferente, o sistema financeiro está sólido, crescendo e gerando lucros. Aparentemente não há bolhas escondidas por aí, embora os financiamentos de autos estejam excessivamente flexíveis e podem dar dor de cabeça no futuro.

O cuidado que temos que ter daqui para frente - e essa é a grande lição, no meu modo de ver - é a necessidade dos bancos cresceram agressivamente no próximo ano para atender as perspectivas de lucros geradas quando da abertura de capital. Além de todos os bancos estarem buscando crescimento nas suas carteiras de crédito (o que é bom para o desenvolvimento do país) , aqueles que abriram capital recentemente têm grande responsabilidade com seus novos acionistas. Portanto, vamos continuar mantendo os dois pés no chão e não afrouxar nos padrões de crédito para poder crescer. A disciplina de crédito deve ser mantida, as auditorias efetuarem seu trabalho de avaliação dos riscos e dos controles, e a própria autoridade (o Banco Central do Brasil) não esquecer de suas responsabilidades de também ser agente fiscalizador.

Com toda essa crise mundo afora, nossa economia vai indo relativamente bem, e as perspectivas são de que os “países emergentes” serão os menos afetados em 2008. Uma recessão nos Estados Unidos certamente criaria problemas para todo o mundo, mas nós podemos tirar algumas vantagens pois “é nas crises que geram as grandes oportunidades”. Basta não cometermos os mesmos erros e entender que a fase de “céu de brigadeiro” já se foi em 2007.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A guerra da CPMF

A CPMF que deveria ser um fato econômico, transformou-se numa aguerrida batalha política. Todos sabem que a oposição (no Senado) continua dizendo que não quer a renovação da CPMF para ir ganhando tempo e pressionar o governo Lula a fazer mais concessões. Pois se a discussão passar para 2008, aquilo que for aprovado só poderá ser implementado 90 dias após. Seria uma perda de receita substancial.

Essa possibilidade (e a enventual rejeição à CPMF pura e simplesmente) vem fazendo o Governo perder o contrôle. Durante a semana o ministro Mantega veio a público para dizer que se a CPMF não for prorrogada "novos impostos" cobrirão os R$ 40 bilhões perdidos. Em momento algum o ministro fala em "apertar os cintos" e reduzir as despesas o que faria qualquer empresa que perdesse receitas e tivesse que equilibrar seu caixa.

Ontem foi a vez do conhecido Lula (duro e raivoso) vir à TV para dizer que "quem teme a CPMF é sonegador".Como quem deve aprovar ou não a prorrogação da CPMF são os senadores, a declaração de Lula implica em acreditar que entre os Senadores da oposição há "sonegadores". Os sonegadores que de fato existem por esse Brasil afora, estão assistindo a discussão de camarote, visto que não fazem parte do processo. Aos empresários, que Lula também colocou como eventual sonegadores,a afirmação (ou insinuação) não faz sentido algum. Pois o empresário paga a CPMF para o banco(que transfere para o Governo) mas adiciona o valor pago no preço final dos produtos. Isto é, quem paga CPMF no Brasil é o consumidor pessoa física e nada mais.

Vamos ver até onde vai essa "batalha" política. Se , desta feita, o Senado joga realmente duro , não aprova a renovação da CPMF e deixa o Governo com problemas a resolver em 2008 ou, como quase sempre acontece, termina em "pizza". Um pouco mais de dinheiro aqui, cargos alí, e tudo fica em paz, com a conta ficando para o contribuinte.

Triste país este em que vivemos, onde temos um governo que só olha a linha de receitas (controlar ou cortar despesas não é com ele) e com políticos que ficam fazendo o "jogo político" que melhor interessa a eles próprios e aos seus partidos.Quando é que daremos um basta à esta situação ?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

LULA ; uma no cravo e outra na ferradura

Presidente Lula
Ontem tive oportunidade de assistir a um seu pronunciamento pela televisão que me deixou bastante animado. Se aquilo que o Sr. prometeu de fato acontecer, passarei a ser um seu novo admirador . Quando falava da reforma tributária que será enviada ao Congresso, o Sr. disse que não repetirá o êrro do passado quando a não aprovação da reforma tributária ficou como sendo por culpa do seu governo. Ontem o Sr. afirmou, com todas as letras, que se a reforma tributária não for aprovada desta vez, o Sr. vira á público para dizer quem foi o deputado, o prefeito,o ministro, o governador , enfim, nominará todos aqueles políticos que impossibilitaram a aprovação da reforma tributária (se tal vier a acontecer).
É isso o que o povo - e principalmente - a classe média quer do Sr. Que os políticos passem a ser responsabilizados pelos seus atos, publicamente.
Estarei, assim como milhões de brasileiros, torcendo para ver a aprovação da reforma tributária ( tão necessária para nosso país) ou quem foram os políticos que impediram que tal acontecesse. Na sua última tentativa, os governadores foram os grandes responsáveis pela reforma não sair, isto todo mundo sabe .Pois até descer a rampa do Palácio êles o fizeram, abraçados uns aos outros.
Enquanto meu coração fica cheio de esperanças para começar a ver um novo Brasil, não poderia , também,de deixar de dirigir-me ao Sr. com certa indignação por informações publicadas pela revista Veja neste domingo. Entre outros, a revista afirma na coluna Radar : "segundo assessores graduados de Lula, por puro preconceito a classe média "tradicional" estaria incomodada com a classe média "emergente", surgida neste governo. Isso explica a demagógica frase que Lula disse dias atrás ; TODA VEZ QUE A GENTE TENTA AJUDAR OS POBRES APARECE UMA CIUMEIRA".
Senhor presidente Lula, tais afirmações além de não condizerem com a realidade machucam o coração de grande parte da "classe média tradicional" que muito faz por este país para minorar o sofrimento daqueles menos previligiados. Nós dessa classe média - e pode colocar "milhões" quando falo em "nós" - colaboramos individualmente com creches, asilos, hospitais, casas de saúde, etc para que tais entidades de apoio aos mais carentes possam sobreviver, pois não há dinheiro do governo para cobrir todas essas necessidades. Bancos e empresas também dedicam trabalho e recursos financeiros para a mesma finalidade. Inúmeras ONG's no país fazem o mesmo tipo de trabalho, graças a dedicação da população e as contribuições desses hoje mais previlegiados, que têm como ajudar. Com qualquer pessoa que o Sr. fôr falar dessa "classe média tradicional", pergunte a ele ou ela, por favor, o que fazem pelo país, com seu trabalho ou seu dinheiro, para que os doentes e menos favorecidos tenham condições de sonhar com uma vida melhor. Todos estamos satisfeitos com o programa "fome zero" e jamais vi alguem da classe média com os quais convivo se queixar que também "não leva algum do governo". A crítica, às vezes, é de que o governo "dá o peixe ao invés de ensinar a pescar", mas entendemos que é difícil fazer tudo de uma vez.
Portanto, senhor presidente Lula, ajudar os pobres é uma missão de milhões de pessoas deste país de quem temos de nos orgulhar."Ciumeira" podemos ter em não ter acesso ou a comodidade do "Aéro Lula", mas jamais por vermos um pobre subir na vida. Eu mesmo senhor Presidente, Alcides Amaral, sou de origem humilde. Meu paí era um dedicadíssimo trabalhador que entregava leite de porta em porta na Vila Pompéia, aqui em São Paulo. Graças a ajuda da minha Mãe pude estudar(em escola publica pois não tinha como pagar escola particular) e Deus me deu a oportunidade de ser alguém na vida, assim como Ele fez com o Sr. Portanto, só tenho a agradeceer a oportunidade de estudar e trabalhar e construir uma família que hoje é minha razão de ser.
Fico triste e desapontado quando vejo o senhor Presidente acreditar que a "classe média tradicional" tem ciumeira pois a vida do povo está melhorando. Se essa fosse a realidade este país não teria mais jeito, mesmo que tivessemos dez presidentes iguais ao Sr. para nos comandar e dirigir.
Se há políticos que tem "ciumeira" do seu sucesso com o "povão", então, por favor, dirija-se a eles. Nós da classe média que trabalhamos para construir família e, dentro da possibilidade de cada um, ajudar os menos favorecidos, temos que ser respeitados.
Tenho orgulho de ser brasileiro, vou continuar lutando, dentro das minhas possibilidades, por um futuro cada vez melhor para este país, pois tenho filhos e netos que aqui estão crescendo e que aqui estão construindo suas famílias. Creio que essa não é apenas a minha verdade, mais a de milhões de brasileiros do bem.